Município envolvido: Bragança
Desde 2009, a educação ambiental no Município de Bragança se constituía em ações dispersas e de curto prazo, em resposta a demandas pontuais de escolas municipais, inexistindo uma política municipal específica. Seguindo diretrizes do Governo Federal,
por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, de criação de Salas Verdes em todo o Brasil, foi desenvolvido o projeto Sala Verde Caeteuara.
O projeto, iniciado em 2013, concentrou na Sala Verde várias iniciativas, contribuindo para a construção de uma sociedade civil informada, crítica e ambientalmente responsável. A cargo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Bragança, a prática conta com diversas parcerias, incluindo escolas municipais e estaduais, universidades, associações de moradores rurais e urbanas, de produtores, ONGs e cooperativa de catadores.
A prática integra o Plano Ambiental do Município de Bragança e almeja se constituir em uma política permanente de educação ambiental. As atividades são realizadas na própria sala e, também, em campo, favorecendo a visibilidade das ações e o fortalecimento de políticas locais.
No espaço funciona uma biblioteca e um centro de documentação sobre meio ambiente, servindo como ponto de referência junto às escolas e outros interessados. A prática busca, ainda, o estímulo sustentável ao artesanato, com base na utilização
de produtos da floresta e beneficiamento de resíduos junto à cooperativa local de catadores.
Os atores envolvidos, de forma articulada e complementar, desenvolvem ações voltadas à produção e doação de mudas de árvores frutíferas, à realização de oficinas de arte, reutilização de óleo usado para a fabricação de sabão e compostagem,
dentre outras iniciativas. Prevê, ainda, a apropriação da Sala Verde pela comunidade por meio da ação de 150 jovens agentes voluntários que passarão por formação específica.
Ao longo dos três anos do projeto cerca de 3.000 pessoas participaram das diversas atividades desenvolvidas na Sala Verde Caeteuara, dialogando com ela de formas distintas. A interação da sociedade com a sala, um espaço de convivência ambiental, se deu por meio da participação em cursos, reuniões e acesso à biblioteca, que conta com um acervo de mais de 500 livros e revistas, além de DVDs relacionados aos temas meio ambiente e sustentabilidade. A inauguração do Ponto de Entrega Voluntária (PEV) e as visitas ao Viveiro Socioeducador também foram efetivadas, com a doação de mais de 4.000 mudas de plantas ornamentais, arbóreas e frutíferas, promovendo integração da natureza, urbanização e desenvolvimento humano.
VEJA O VÍDEO DESTA PRÁTICA
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