Implantação da Cadeia Produtiva da Madeira na Resex Ituxi

Categoria: Produção Sustentável e Incentivos destinados à Conservação

Modalidade: Organização da sociedade civil

Executor: Instituto Floresta Tropical – IFT

Estado: Amazonas

Município envolvido: Lábrea

Período: início em 2014, com previsão de término em 2016

Parceiros: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas – IFAM, Instituto Internacional de Educação do Brasil – IEB, Universidade do Estado do Amazonas – UEA

Antecedentes

O Município de Lábrea, localizado no sul do Estado do Amazonas, sofre forte pressão de madeireiros. Em 2008, foi incluído na lista dos 42 Municípios com maiores taxas de desmatamento na região amazônica. Ao longo de uma década lutou-se para proteger os meios de vida e garantir a utilização e a conservação dos recursos naturais renováveis, tradicionalmente utilizados pela população local.

Como resultado dessa luta foi criada a Reserva Extrativista (Resex) Ituxi. Os moradores da região, que antes abasteciam o Município com madeira de origem ilegal, precisaram se adequar às novas regras ambientais apresentadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Uma das dificuldades era regularizar a atividade madeireira, importante para a comunidade local.

Assim, o Instituto Floresta Tropical (IFT) e outras instituições foram convidadas pelo ICMBio e pela Associação dos Produtores Agroextrativistas da Assembleia de Deus do Rio Ituxi (APADRIT) para compor um grupo de parceiros.

Objetivos e Principais Atividades

Iniciada em 2014, a prática desenvolvida na Resex Ituxi visa mitigar alguns dos problemas estruturais do setor florestal da região, como a falta de assistência técnica. Desenvolve e dissemina modelos de uso dos recursos florestais por comunidades tradicionais a partir do fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis, em especial a da madeira, aliando economia de baixo carbono à conservação para o desenvolvimento local.

Envolve ações de qualificação e capacitação das comunidades para a exploração sustentável da madeira e reuniões para a construção de plano de ação. As ações contam com a participação de parceiros governamentais e da sociedade civil organizada, incluindo o ICMBio, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Resultados

Em 2015, foram manejados 140 hectares de floresta pública no regime coletivo de gestão e estão em processo de comercialização 400 m³ de madeira serrada em pranchão, permitindo o abastecimento do mercado local com madeira de origem legal e comunitária.

A prática apoiou ainda a criação da Cooperativa Agroextrativista do Rio Ituxi (Coopagri), voltada para a comercialização de produtos da sociobiodiversidade, como madeira, castanhado-brasil, óleo de copaíba, pirarucu e produtos da agricultura familiar. Com a criação da cooperativa, os comunitários ampliaram a governança local, trazendo mais autonomia para a comercialização dos produtos da sociobiodiversidade e tomada de decisão sobre questões produtivas e econômicas na Resex Ituxi.

Surgiram também mais postos de trabalho para mulheres, que passaram a assumir posições importantes de tomada de decisão na própria cooperativa. Com a prática, a APADRIT conseguiu a aprovação do Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) e da Autorização de Exploração Florestal (AUTEX), que autoriza legalmente a comercialização da madeira.

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